
Salve, salve!
7h20 da matina.. mais uma noite varada, desta vez foi pra fechar mais uma edição da Jungle (minha segunda edição)
A capinha vcs podem ver ai do lado - nossa edição de sexo.
Esse mês foi bem caótico, essa edição foi dificil de fazer... tema complicado de se tratar, linha tenue entre o vulgar e o sensual... e todos os textos chegaram de ultima hora, tivemos diversos mal-entendido, mas como sempre, tudo dá certo no final e cá estramos pronto pra outra haha
Hmmmm... por aqui as coisas estavam bem corridas, mas agora não sei como vai ser. Agora já conheço melhor as pessoas da minha equipe, já sei os pontos fortes e fracos de cada um, vai ser mais facil de delegar e distribuir as tarefas, acho que cada vez mais teremos qualidade de vida, dia pós dia :)
Ainda não viajei nada por aqui. Muitos fins de semana trabalhando, muita preguiça, muito sono... faz tempo que não saio, que não caio de bebado, esse tipo de coisa hehe
Na verdade não tenho feito nada de muito interessante senão ir a museus.. embora nem estes, ultimamente. Preciso voltar a sair mais, viver mais e me dedicar menos ao trabalho. Afinal de contas, trabalhar eu sei... lá vou eu falando de trabalho de novo. Sim, minha vida tem sido 90% trabalho, então ando bem chato e sem assunto.
Vou falar um pouco sobre a capa, que fechei a poucas horas... A ideia dessa capa começou com silhuetas em vetor, uma imagem forte, bem iconica, direta, inspirada numa campanha do ipod, de uns anos atras.


Fundão vermelho, tipos em branco, bem direta, sem firula. BAM - não foi aprovada, acharam legal a silhueta mas acharam pobre, o conceito de clean não bateu na chefia.
Semana vai, semana vem... continuando trabalhando no resto da revista (84pgs) e pimba, bora voltar a pensar na capa. Ninguem com grandes ideias ou sacadas... produções de fotos ou ilustrações, parto pro raciocinio do "do-it-yourself".
Capa all-type (toda em texto, nada de imagem) e depois de muito vem pra ca, corre pra lá.... chego nessa capa ao lado, blackona, com as
chamadas em branco. Sabe como é, sexo tem sempre tarja pra esconder as genitalias.... dai tudo preto, tudo proibido, tudo escondido...Mas também a ideia foi facilmente derruba e foram-se muitos layouts e ideias (de fotografias à ilustrações, do vermelho ao verde, passando pelo rosa e pelo amarelo) até chegar na capa final, no topo.
Essa capa herdou um pouquinho de cada ideia anterior: as silhuetas se fazem presentes, menores, lado a lado, numa referencia a esta capa do Elvis aqui, ao lado.Tá, eu sei que não tem nada haver com silhuetas, mas tem essa brincadeira de repetição de imagem, de icones, fora que essa capa foi homenageada varias vezes, sendo referencia prum monte de artistas e bandas.
Enfim, junto com essa referencia do Elvis, e com a dica do Juliano, redator-chefe da revista "faz a palavra sex com volume, em 3D", eu fui pra ideia do construtivismo russo e suas diagonais e linhas bauhausinianas.

Ideia também bem manjada, usada por um monte de gente, principalmente este poster que me veio a cabeça, do fotógrafo-artista-genio russo Alexander Rodchenko.
Como eu tava confuso com a capa e matéria de capa (não só eu, como toda a redação... ninguem sabia muito bem o rumo da materia, da capa... ninguem tinha ideias, ninguem conseguia conceber uma linha imagética coerente pra matéria), então descidi por usar distorções, perspectivas e rumos. Afinal estavamos sem rumo, então botei a chamada principal da revista, também meio desnorteada, sem rumo.... dentro duma organização estética bem rigida. Existe o grid, existe o eixo central do alinhamento, as distancias, os espaços vazios, tudo bem simetrico porém caótico.
Meu deus, não sei mais do que to falando... cansei de teorizar, acho que o sono bateu... são 7h50, tenho aula as 9h... preciso dormir pelo menos 1 horinha, senão vou capotar na aula....
quem sabe volto a falar da capa depois.. ou não. tudo ja foi dito. será?
Zzzzzzzzzz....
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